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muito muito muito.

eu penso se alguém pode viver sem amar alguém. penso, penso, penso mais um pouco e chego à conclusão que não. é muito sem graça, o vazio fica enorme e ocupa um espaço que alcança até a sua saúde física. não, definitivamente não, não se pode viver sem amar alguém.

viver sem ser amado, ah, isso é fácil. sim, sim você pode viver muito bem sem ser amado por alguém. não te arranca pedaço, não aperta o seu peito não existir uma pessoa que pense em você desejando os seus beijos, os seus abraços e a sua companhia. se não houver neste mundo, alguém que te ame, ainda sim, não tem problema.

o problema é não amar alguém. e onde é que eu guardo o que carrego dentro do peito? e o quê raios faço com essa vontade de te procurar e saber se ainda venda os olhos ao dormir? e pra onde levo os meus sonhos de morar numa casa pequena, com uma varanda e um mamoeiro no quintal? pra quem eu ofereço isso? isso sim, dói. dói não poder oferecer isso a alguém. dói não poder te amar como eu sempre sonhei que te amaria pela eternidade. e, num instante, a eternidade deixou de existir e passou a ser só rotina. 

é, eu não saberia viver sem amar alguém. acho que ninguém deveria viver sem amar alguém. tipo uma proibição, sabe.

não te disse?

sério, sério mesmo, não queria fazer daqui um espaço de auto-ajuda e de lamentações. passei a odiar lamentações virtuais. hoje, eu quero abraço, uma conversa acompanhada de cerveja e tudo o que se possa sentir.

eu só queria dizer: nada como um dia após o outro.

acho que em dias como esses, justamente pra mim, pessoa que não se desapega de manias idiotas como comemorar datas, relembrar passados, momentos bobos como se esconder de uma chuva ou fazer planos de uma super viagem de aventura e descobrimentos, acho que em dias como esses, o melhor a se fazer é ir pro quarto e chorar muito, mas muito, como se quisesse lavar a alma. e depois, é só respirar fundo, bem fundo, e ter esse dia apenas como um dia feio e chato que passou.

porque tentar entender, se obrigar a deixar de sentir saudade, aperto no peito simplesmente não funciona. acho que um dia você acorda e vai perceber que tudo vai estar bem. não procuro entender mais os porquês. não consegui entender e acho que nunca entenderei. eu só queria deixar de sentir pelo simples fato de não ter mais razão de ser o meu sentir. nem pra mim e muito menos pra você.

pois, então, acho que este é meu post-despedida de 2009. não, eu não vou maldizer este ano que é quase finito, marchello, nem vou dizer que ele foi o ano mais lindo da minha vida. ah, mas com certeza foi um ano que eu aprendi várias artes: a do desprendimento, a da paciência, a do auto-conhecimento, a arte da certeza que somos sós, cara. para sempre, sós.

mas, calma aê, isso é motivo de tristeza? há alguns meses, estaria eu gritando na última mesa do bar (com algum cara pálida me ordenando pra falar mais baixo) que SIM, ninguém consegue ser sozinho e que a gente precisa de alguém pra dividir nossas agruras e que o amor e blá blá blá… um grandissísimo barra block pra mim, oquei?!

pois bem, estou eu aqui, levemente alcoolizada, escutando toda a minha adolescência: foo fighters, red hot chilli pepers, alanis (alguém leu isso aqui?), bush (ay ay, viu!), los hermanos e outras coisas que ASSUMO que não postarei aqui pois tenho uma imagem a zelar! ah, e devo agradecer ao youtube, melhor site ever, por me proporcionar momentos bonitos de nostalgia. =~~~

sim, voltando, estou eu aqui levemente alcoolizada numa cidade que não é a minha, despretensiosamente navegando por sites e dando aquela stalkeadazinha de leve em gente que me interessa, esperando a minha amiga chegar de mais um plantão. bom, ela me ligou há alguns minutos dizendo que não-tá-fácil a vida de médica e que ela não vai poder dar aquela escapadinha pra poder tomar aquela itaipava comigo na última segunda de 2009. tudo bem, cara. ligo pra minha irmã, mas, sacomé, a vida de médica não-tá- fácil mesmo e ela já tava dormindo pra mais um plantão de tipo, 5 dias. oquei, ela tem olheiras e eu não. ela ganha 1000 reais por noite e eu não. o que você prefere? bom, nos dias atuais, com toda sinceridade, eu não sei mesmo.

well well, onde estava? cara, me perdoe, mas saiba que este é um post bêbado ou melhor, levemente alcoolizado (porque papai pode ler esse post). foram duas ices apenas, tá? /magia.

tipos, hoje eu penso que estar só, fisicamente falando, não é o fim do mundo não. se eu tivesse ‘ocupada’ neste exato momento, eu não estaria revivendo o gatíssimo Dave Grohl, nem estaria (menos ainda) tentando traduzir Paul Banks.  ah, mas se você, feminista sapatona, achou que eu ia dizer que é isso que quero pra mim, enganou-se. tá, eu sei, eu sei, todo  mundo me fala isso, que a gente no final sempre se dá bem e é nisso que acredito, certo? porque se for pra ficar vivendo nesta mierda só por viver na mierda, quero não, tá. não nasci pra Nossa Senhora de Guadalupe mesmo.

tá, mais uma vez me perdi e não vou chegar onde eu queria (mais uma vez). isso serve pra você que pode estar me lendo: se digo ’sim’, pode ser que seja ‘talvez’ e se digo ‘não’, é porque com certeza é ’sim’ mesmo. ou seja, te peço um favor, não me ache uma chata de galocha e me dê uma chance porque eu sei que é com chances que a gente vai pra frente, como as pequenas empresas e os grandes negócios.

encerrando de forma nada apoteótica, porque você já deve ter percebido que sim, eu tenho olheiras e não ganho 1000 reais por noite e que quando canto em inglês, meu sotaque é do texas porque eu sou de aracaju. tá, eu vou calar a boca. e é agora.

feliz 2010 a todos que lêem e a todos que não lêem este blog. sou assim: gente boa e amigueira. like os beatles.

Nada de ser tímida!

É engraçado (pra não dizer desesperador) quando a alegria dos seus dias é saber que você conseguiu comprar aquela melissa de uma coleção antiga, ainda que o preço da dita cuja tenha saído quase pelo dobro do preço normal. Ah, no me jodas, eu gasto diariamente a minha beleza num trabalho que não me acrescenta em nada, pago as minhas contas em dia e sempre dou bom dia ao entrar no elevador, ou seja, eu acho que mereço fazer esses despaltérios vez ou outra. E assim, você vai fazendo o jogo do contente daquela enfadadíssima  Pollyana, romance que eu li na 4ª série, em 1992.

Daí que tem um bom tempo, cerca de 6 meses, que venho pensado bastante sobre a forma como eu tenho levado a minha vida. E tentei fazer algo diferente. Cara, eu não sou uma pessoa “uhu! A vida é linda, vamos curtir”, mas surgiu dentro de mim uma vontade louca de fazer algo por mim mesma: tá oquei, você está na merda, sua vida está uma bosta, você levou um pé na bunda, você é subutilizada no seu trabalho, você é a filha que só reclama, mas, cara, calma aê, você pode fazer uma coisa por você mesma. E só você. Ninguém vai te ajudar nessa hora. No máximo, elas podem te dizer que você é legal e que tudo vai ficar bem. E é verdade, tudo vai ficar bem, vai ficar lindo, mas só se você fizer algo por você mesmo. Ah, sei lá, se você surfa, vá passar a tarde surfando até sua pele descamar; se você é piriguete, vá à caça e se sinta a própria Emanuelle; agora, se você é totalmente desprovida de qualquer talento, aí, minha filha, você terá que arrumar uma solução. Faça como eu, invente um objetivo e caia de boca nele, qualquer objetivo que seja: ficar malhadona, passar em algum concurso, fazer com que a sua gata durma com você a noite toda e por aí vai. Graças a esse algum objetivo é que acho que não pirei na batatinha. E graças também a Morrissey, aos Ramones, aos Pixies (<3), ao gtalk, às palavras sábias de minha mamita (puta que pariu, esta mulher sabe das coisas, viu), à cervejinha que deixava o corpo molinho. E mais graças também aos meus amigos.

Oquei, enrolei, enrolei, enrolei, pra finalmente chegar onde queria: nos amigos. Mais precisamente numa amiga em especial: Daniely. É estranho demais chamar ela assim, com esse nome pomposo e de gente grande, Daniely. Pra mim, ela é, sempre foi e sempre será apenas Dani.

Bom, conheci Dani pessoalmente (porque de nome e de vista, eu já a conhecia: ela era a Dani Cachinhos, a menina que saiu no jornal porque era DJ, a menina que trabalhava na Escariz e a menina que tocava baixo nas bandinhas alternativas da cidade) no fim de 2002, na biblioteca da ufs, dentre amigos em comum. Eu não saberia precisar em que momento é que nos aproximamos mais e que reconheci nela uma grande amiga. Sei que não foi instantâneo, não nos tornamos grandes amigas no mês seguinte como hoje acontece em tempos de orkut, twitter e blá blá blá. Sim, aconteceu de um dia, eu acordar e sentir que Dani era sim uma grande amiga, apesar de parecermos diferentes. Mas isso é o que menos importa.

Dani é sutil como um elefante numa loja de cristais (e isso é um elogio, tá), prestativa e paciente como poucos, carinhosa como uma mãe, espírito livre como o último imperador inca, engraçada como Hermes e Renato e totalmente sem coesão (isso também é um elogio, tá). O que quero dizer, enfim, é que isso não é uma homenagem, mas uma constatação de que todos esses atributos juntos vão deixar saudades em mim quando esta dita cuja for embora tentar a sorte na cidade grande. Ela vai embora; eu, quedar-me-ei aqui com as lembranças boas e com tudo que tentei aprender com ela num estilo “se jogue, meu amigo”: tá dando em cima daquele carinha que parece impossível? querida, de um “fora” ninguém morre! tá com fome? com Dani, um simples miojo ganha fios de azeite e pitadas de manjericão. Não tá gostando mais do seu blog? tá, toma um novo inspirado em Kill Bill. Dani é assim: de tudo, ela faz um pouco. Do jeito dela, é verdade, mas faz.

Só digo uma coisa: se você lembra do Clube da Luta ao escutar Where’s My Mind, do Pixies é porque você nunca viu/ouviu Dani tocá-la no baixo. =~~

beat on the brat.

porque um perde seu precioso tempo ficando de banzo quando poderia estar escutando Ramones, minha gente??!! eu, hein!

eu fico aqui pensando como as pessoas sentem de um tudo, viu…eu achando ruim porque não tive o amor que um dia quis e sonhei e vejo uma pessoa próxima que não sabe se quer o amor de outra que qualquer um sonharia. eu choro por frustração e a pessoa chora por dúvida e insegurança. eu passo meu sábado aqui só na frente desse computador imaginando o dia que, pra mim, estar à frente do computador num dia de sábado, não será a tragédia grega e a pessoa passa a sua noite de sábado incomodada por não saber se é lá que ela quer estar naquela noite de sábado.

eu, sinceramente, não fico calma quando eu percebo que muita coisa ainda pode acontecer: de um tudo, sabe…de eu me sentir por baixo e de eu me sentir responsável pela tristeza de alguma pessoa querida. eu sinto até um pouco de medo.

como diria um amigo meu, deve ser a vida apenas. é a vida acontecendo. e isso não é o fim do mundo. acorde, Juliana, não é o fim do mundo.

ói ela!

Libertad

Libertad

ahá! o tempo tá passando rápido demais, e se achava que eu ia estar aqui maldizendo a vida porque nada acontece na minha vida, deu com os burros n’água. caramba, estamos no mês oito e, mais uma vez, enganou-se se achou que iria maldizer o pobre agosto. voltando, estamos a um pouco mais de quatro meses para o fim do ano e a parte melhor do meu dia é justamente quando eu risco os dias na minha folhinha de calendário imaginária. tá chegando, oquei. porque eu não sei de onde vem essa confiança/esperança/vontade, mas eu tô aqui sentindo que quando eu largar o posto de otariazona 2009, como diriam os sábios, a cobra vai fumar.

passa, veja você…

um dia passa, ah, se passa. um dia esse coração pára de bater apertado, um dia, as lembranças boas e as ruins que teimam em voltar a todo instante vão embora. um dia passa essa mágoa e a tristeza de achar que se enganou com alguém que você sempre amou muito. e quando passar, cara, eu vou estar aqui do mesmo jeito que sempre fui, do mesmo jeito que uma dia eu fui querida.

isso é um alívio.

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