o grande problema é que, além de ser extremamente competitiva, sou vaidosa, exigente e meço meu esforço através do que os outros conseguem ou podem fazer. falando assim, pode soar que sou uma pessoa fria e calculista, mas NÃO SE ENGANEM porque essas características fazem com que eu seja uma ótima auto-cobradora. e isso é quase um flagelo quando você busca agir com calma, paciência e serenidade. também NÃO SE COMPADEÇAM de mim porque, de uma certa forma, ser uma estabanada emocional faz com que eu sempre tente achar um freio, um equilíbrio. é um trabalho árduo, porém possível.
é como no Yoga: o professor pede pra você fazer a posição do bailarino real, aquela posição de boas, super fácil e pans e, de repente, você naquela terça-feira, não consegue achar o equilíbrio, e a posição, antes facílima, torna-se mais difícil que montar um cubo mágico. daí o que fazer? se desesperar? desistir? achar que desaprendeu?
a minha idéia é justamente essa: nada de desespero! respira fundo…olha pra frente…abusa do pranayama, dos bandhas, dos thapas…você sabe fazer, você consegue fazer, ué. fantasticamente, surge em mim a humildade de reconhecer que não sou foda fazendo o tal bailarino e que se um dia eu achei que era a foda fazendo tal posição, me ferrei. cada dia é um dia novo. um dia novo que você aprende coisas novas e aprende coisas novas de coisas velhas, coisas que você, do alto de sua sibiteza, achava que sabia tudo e nem se interessava mais em olhar com o mínimo de atenção.
ou seja, a gente não sabe é de nada. e tem pouco tempo que soube disso.
o negoço é estar em constante auto-avaliação mesmo, rs e achei massa as suas comparações com a ioga
e quando a gente esquece que aprendeu isso ( o que quer que isso seja, naquele devido instante) ?
é osso, pra mim a idéia do eterno retorno em relação aos sentimentos é mais que real, as vezes eu passo por um sério momento de reflexão, acho que aprendi algo, alguns meses se passam e olha lá eu fazendo burrada, me encontro no mesmo ponto levando o mesmo tapão na cara e a madame Situação tá lá, com a palma da mão vermelha e rindo da minha cara. inchada ainda por cima:P
mas é isso mesmo, a gente levanta pra cair de novo. haja buraco nesse caminho.