um homem disse que eu tinha um coração de pedra.
menos mal que esse homem é o meu professor de yoga e o “coração de pedra” a que ele se referia tinha a ver com o meu lado esquerdo do corpo que é sofrivelmente flexível se comparado com o lado direito.
ainda bem que a comparação se ateve apenas ao lado físico, porque cara, eu sou só coração, eu sou só lembranças e eu sou só vontade de voltar no tempo a maioria das vezes. como se não bastasse, eu sou só derretimento e desejo, sou só um relógio adiantando os ponteiros pro tempo passar rápido, muito rápido, e sou só lágrimas de felicidade quando escuto uma música, cara.
saudade de Lima de dezembro de 2008.
um doce.